Agência descarta reabertura de Ormuz em 2026 após o barril atingir US$ 110 nesta semana.
A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou em 11 de setembro que não espera a reabertura do estreito de Ormuz para a navegação em 2026. Com o impasse diplomático entre os Estados Unidos e o Irã, a via marítima responsável por 20% da produção global de petróleo e gás permanecerá restrita durante todo o ano. A AIE alertou que 2026 e 2027 serão essencialmente um período perdido para a demanda.
A projeção da AIE indica que a demanda mundial cairá 2,5 milhões de barris por dia em 2026, piorando a estimativa anterior de baixa de 1,6 milhão. A recuperação esperada para 2027 é de 2,6 milhões de barris por dia, patamar pouco acima do registrado em 2025. Já a oferta global deve recuar 5,7 milhões de barris por dia em 2026, com mais de 10 milhões de barris diários interrompidos no Golfo.
O petróleo Brent subiu até 14% nesta semana e chegou a ser negociado a quase US$ 110 por barril na sexta-feira, maior valor desde 15 de maio, antes de recuar para a faixa de US$ 105. Nos Estados Unidos, o galão de diesel superou US$ 6 pela primeira vez. A alta reflete também as ações de rebeldes houthis no estreito de Bab al-Mandeb e ataques da Ucrânia contra refinarias russas.
Os ataques à infraestrutura russa cortaram as exportações do país em 410 mil barris por dia em agosto, levando-as ao menor nível desde 2018. A AIE liberou 320 milhões dos 400 milhões de barris de reservas estratégicas anunciados em março. Esse ritmo diminuiu para 20 milhões de barris liberados em agosto, abaixo dos 90 milhões registrados em maio.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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