Custo de compra de energia pressionou índice após análise técnica afastar irregularidades.
A Equatorial Energia teve o reajuste tarifário médio de 6,94% de sua distribuidora Equatorial Pará aprovado por unanimidade pela diretoria da Aneel em 15 de setembro. O aumento médio será de 8,09% para consumidores conectados em alta tensão e de 6,66% para os de baixa tensão, com vigência a partir da publicação da resolução homologatória.
O resultado ocorreu após o diretor Willamy Frota concluir o pedido de vista iniciado em 11 de agosto, quando a relatora Agnes da Costa apresentou seu voto. Em 18 de agosto, a assessoria do diretor pediu esclarecimentos sobre a contratação de energia, já que o volume total caiu de cerca de 13,2 TWh em 2025 para 11,9 TWh em 2026. A área técnica concluiu que não houve desvios ou conduta irregular da empresa.
A compra de energia pressionou o índice em 3,19 pontos percentuais devido ao vencimento de contratos mais baratos e à entrada de novos suprimentos com preços maiores. Os encargos setoriais pesaram 1,42 ponto e a transmissão somou 0,43 ponto, enquanto a Parcela B aliviou o índice em 1,40 ponto. Sem os R$ 557 milhões da repactuação do Uso de Bem Público, que retiraram 6,10 pontos percentuais, o reajuste chegaria a 13,41%.
A Equatorial Pará atende cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras e havia registrado elevação média de 3,74% em 2025. A compensação pedida pela distribuidora entre as tarifas devidas desde 7 de agosto e as cobradas até a homologação será corrigida pela taxa Selic no processo tarifário de 2027.
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