As ações recuaram 4,94% com os futuros do metal na mínima de sete semanas.
A Aura Minerals recuou 4,94% durante o pregão desta segunda-feira, acompanhando a queda de 3,62% no preço do ouro. Os contratos futuros da commodity atingiram o menor patamar em sete semanas, pressionados pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, pelo dólar valorizado e por apostas em um aumento de juros pelo Federal Reserve em outubro.
A desvalorização coincidiu com a apresentação do plano de expansão da Aura no Mining Forum Americas 2026. A produtora de ouro e cobre, que possui seis operações na América Latina, estima produzir entre 340 mil e 390 mil onças de ouro equivalente neste ano. A administração estabeleceu a meta de atingir 600 mil onças por ano no médio prazo.
A próxima etapa desse avanço é o projeto Era Dourada, na Guatemala, orçado em US$ 380 milhões. A previsão é que a unidade comece a produzir no início de 2028 e agregue mais de 110 mil onças anuais. O CEO da companhia afirmou que o foco é minimizar os investimentos, otimizar os retornos e encurtar o tempo de retorno financeiro.
A perda de força do ouro amplia a vigilância sobre os custos operacionais. O custo sustentável total da Aura ficou em US$ 1.458 por onça em 2025. Contudo, a recém-adquirida mina MSG opera acima de US$ 3.000 por onça neste ano, valor que a gestão projeta reduzir para cerca de US$ 2.000 em 2027. O endividamento líquido da mineradora permanece em 0,2 vez o EBITDA.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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