Autoridade monetária cita fraqueza econômica local e riscos inflacionários no cenário externo.
O Conselho do Banco Central do Chile decidiu de forma unânime manter a taxa básica de juros em 4,5% em 8 de setembro. A autoridade destacou que o cenário macroeconômico segue com incerteza acima do habitual. Entre janeiro e julho, a economia local acumulou retração de 0,4%, com desemprego em 9,5%.
A inflação anual do IPC subiu para 4,1% em agosto, puxada por itens voláteis como combustíveis, enquanto o núcleo inflacionário ficou em 3,3%. Em dois anos, tanto a Pesquisa de Expectativas Econômicas quanto a Pesquisa de Operadores Financeiros projetam inflação em 3%. A instituição afirmou que avaliará a taxa reunião a reunião.
A atividade doméstica apresentou fraco desempenho no segundo trimestre e no início do terceiro. O consumo privado e a formação bruta de capital fixo registraram contrações trimestrais dessazonalizadas, somadas ao impacto de condições climáticas adversas em julho. Por outro lado, as perspectivas de investimento encontram respaldo no cobre acima de US$6,5 por libra e na Lei de Reconstrução a partir de 2027.
No exterior, a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã levou o petróleo para perto de US$100 o barril. Diante de pressões persistentes nos preços, os principais bancos centrais mantêm uma postura restritiva, enquanto a atividade global segue sustentada pelo setor de inteligência artificial.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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