O Banco Central da Argentina comprou apenas US$5 milhões na sexta-feira e US$42 milhões na semana com maior demanda privada.
O Banco Central da República Argentina (BCRA) comprou 5 milhões de dólares em 11 de setembro de 2026 por meio de intervenções no mercado. O montante foi o menor nível diário desde o início do programa de acumulação de reservas deste ano, excluindo três sessões sem compras. Na semana completa, a autoridade comprou 42 milhões de dólares, o menor valor semanal de 2026, superando a mínima anterior de 111 milhões de dólares registrada no início de agosto.
A aquisição de sexta-feira representou 0,6% dos 835 milhões de dólares negociados no mercado à vista, segundo o analista Javier Giordano, da CFA. O resultado ficou bem abaixo da média diária do mês, de 14 milhões de dólares, que totaliza 123 milhões de dólares adquiridos em setembro. O volume diário aumentou 52% em relação à sessão anterior, fechando a semana com cerca de 2.700 milhões de dólares negociados.
Esse giro semanal foi semelhante ao registrado no começo de agosto, quando as compras do banco central haviam sido 2,6 vezes maiores. Uma demanda mais forte do setor privado absorveu os dólares disponíveis, sem ligação com salto nas importações. No mercado atacadista, a moeda americana recuou no fim dos negócios e fechou cotada a 1.508,50 pesos, segundo Nicolás Merino, da ABC Cambios.
O BCRA acumula 14.218 milhões de dólares em compras ao longo de 2026. Apesar disso, o aumento da procura privada diminuiu a sobra de dólares necessária para recompor as reservas líquidas da instituição.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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