A gestora aponta infraestrutura e energia como pilares para atrair capital na região.
A BlackRock mantém uma visão construtiva e seletiva sobre a América Latina, de acordo com seu relatório Midyear Global Outlook. A gestora de ativos destacou que vários países da região, especialmente Peru e Chile, apresentam inflação relativamente controlada, estruturas monetárias críveis e rendimentos reais atraentes.
A gestora apontou que os gargalos globais na expansão da inteligência artificial exigem investimentos expressivos em data centers, chips e infraestrutura digital. Diego Mora, Country Manager para Colômbia, Peru e América Central na BlackRock, afirmou que a América Latina está bem posicionada para atrair esses recursos diante da demanda estrutural de matérias-primas e infraestrutura impulsionada pela transição energética e pela tecnologia.
A BlackRock também observou vantagens na estrutura demográfica da região em relação aos mercados desenvolvidos, alertando para um déficit de infraestrutura que exige capital privado. No mercado de crédito, a gestora destacou investimentos em renda fixa de curta duração, crédito privado e títulos de mercados emergentes em moeda local.
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