Autoridades estaduais avaliam o impacto financeiro do acordo sobre as tarifas de energia.
A Blackstone continua sob escrutínio regulatório no Novo México devido à proposta de aquisição da TXNM Energy. Em manifestação apresentada na quarta-feira, o Departamento de Justiça estadual questionou se a operação financeira usada para reverter uma venda de ações de 400 milhões de dólares pode gerar custos indiretos para os consumidores de energia.
A manifestação ocorre após a Comissão de Regulação Pública estadual anular, em 2 de julho, uma emissão de cerca de 8 milhões de ações da TXNM que não teve aprovação prévia. Para devolver o valor, a TXNM contratou um empréstimo de 30 meses de 400 milhões de dólares com o Wells Fargo para pagar a Troy TopCo, afiliada da Blackstone, e cancelou os papéis. A Troy TopCo também devolveu 13,3 milhões de dólares recebidos em dividendos.
As autoridades estaduais apontaram que a dívida poderia enfraquecer o perfil financeiro da TXNM, que estimou queda de 80 pontos-base em métricas essenciais pela metodologia da Moody's e de 100 pontos-base pela S&P Global Ratings. Em 10 de setembro, Eric Chavez, porta-voz da subsidiária Public Service Company of New Mexico, afirmou que a TXNM resolveu a questão emitindo novas ações dentro das regras e quitando o empréstimo com o Wells Fargo.
A Blackstone anunciou a compra da TXNM, cuja concessionária atende quase 550.000 clientes, em 19 de maio de 2025. As duas companhias prorrogaram o prazo limite para rescisão do acordo de fusão até 31 de maio de 2027 enquanto a análise regulatória segue em andamento.
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