O contrato soma US$ 36,2 bilhões a preços de tabela.
A The Boeing Company e a Korean Air finalizaram um pedido de 103 aeronaves avaliado em US$ 36,2 bilhões a preços de tabela. O acordo abrange 20 jatos 777-9, 25 unidades do 787-10, 50 do modelo 737-10 e oito cargueiros 777-8. A Reuters informou que os aviões apoiarão a expansão da frota da Korean Air após a integração da Asiana Airlines, sendo que cerca de 80% devem substituir jatos em operação. A consultoria IBA calcula o valor real após descontos típicos em aproximadamente US$ 12,6 bilhões.
A transação eleva uma carteira de pedidos comerciais que já somava mais de 6.200 aeronaves e US$ 596,7 bilhões em 30 de junho, acima dos US$ 567,3 bilhões do fim de 2025. A carteira do 737 passa de 4.000 aeronaves e chega à década de 2030. A Boeing adicionou a linha Everett North para estabilizar a produção rumo à meta de 47 unidades por mês do 737, após entregar 40 jatos 787 no primeiro semestre de 2026, contra 37 no mesmo período de 2025.
Gargalos de fabricação continuam limitando o ritmo de entregas. A Reuters informou que problemas no fornecimento de asas atrasam a estabilização do 737 MAX, enquanto a produção do 787 segue em oito aviões por mês em vez da meta de 10. As entregas de agosto recuaram para 51 aeronaves, contra 57 no ano anterior. Além disso, apenas o 787 entre os modelos encomendados possui certificação comercial ativa, enquanto o 777-8 Freighter segue em desenvolvimento.
Essas restrições produtivas afetam as projeções financeiras. A Boeing reduziu a estimativa de fluxo de caixa livre para 2026 de US$ 3 bilhões para cerca de US$ 2 bilhões, diante de uma dívida líquida de aproximadamente US$ 26 bilhões. Embora o pedido da Korean Air reforce a visibilidade de longo prazo, monetizar esses contratos depende de solucionar os atrasos fabris.
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