Cade aprovou a transferência de 14,86% das ações, negócio avaliado em cerca de R$ 5 bilhões.
O Bradesco BBI recebeu sinal verde da Superintendência-Geral do Cade para assumir a fatia de 14,86% da Motiva, antiga CCR. O negócio envolve cerca de 300,1 milhões de ações ordinárias e tem valor estimado em torno de R$ 5 bilhões.
A operação foi estruturada como dação em pagamento para liquidar dívidas da Mover, antiga Camargo Corrêa. Os papéis pertencem às subsidiárias Sincro e Sucea, ambas em recuperação judicial. A transferência ajuda a cumprir obrigações do plano de recuperação homologado em dezembro de 2025. O contrato vinculante foi assinado em 28 de julho, após Votorantim, Itaúsa e Soares Penido abrirem mão do direito de preferência.
O Bradesco informou que a transação serve para diversificar seus investimentos, mas ainda não definiu se entrará no bloco de controle. Do total de 14,86%, uma fatia correspondente a 10% do capital da Motiva está vinculada ao acordo de acionistas, igual à participação de cada um dos outros três sócios, enquanto os 4,86% restantes estão livres de amarras. Ficar fora do bloco daria maior agilidade para vender as ações, enquanto a entrada exige respeitar a preferência dos parceiros e depende da aprovação deles.
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