Tribunal decidiu por unanimidade que o investimento minoritário não precisava de análise concorrencial prévia.
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu em 23 de setembro de 2026 que a parceria entre a Amazon e a Anthropic PBC para expansão em inteligência artificial generativa não precisava ser submetida à análise prévia. Com a decisão unânime, a operação tem seus efeitos liberados no Brasil sem multas ou restrições concorrenciais.
O negócio compreendeu um investimento minoritário da Amazon na Anthropic por meio de duas notas conversíveis em ações. Representantes da Amazon destacaram ao órgão que o acordo não tem exclusividade e é pró-competitivo, permitindo que a desenvolvedora mantenha independência e busque outros investidores, a exemplo de aportes recebidos da Microsoft.
O relator, conselheiro José Levi, votou pelo arquivamento do processo ao concluir que não há governança compartilhada, orçamento comum, equipe mista ou metas comerciais conjuntas que caracterizem uma empresa comum. O presidente do Cade, conselheiro Diogo Thomson, afirmou que o julgamento servirá de precedente para futuras análises no setor de inteligência artificial.
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