Ações de segurança avançam após líderes do setor alertarem sobre riscos digitais.
As ações da CrowdStrike subiram 12%, negociadas a US$ 232,08 no meio do pregão de segunda-feira, 14 de setembro de 2026. A alta ocorreu após alertas sobre os riscos da inteligência artificial feitos por executivos de laboratórios do setor impulsionarem os papéis de cibersegurança. No mesmo segmento, a Zscaler avançou 12% para US$ 183,97 e a Palo Alto Networks subiu 11% para US$ 366,40, com ganhos também registrados pela Okta. O First Trust NASDAQ Cybersecurity ETF teve alta de 4%, enquanto o fundo de índice SPDR S&P 500 ETF Trust recuou 0,7%.
O movimento acompanhou a publicação de um artigo de 3.800 palavras no sábado pelo CEO da Anthropic, Dario Amodei, que defendeu desacelerar o avanço dos modelos de IA para que a prevenção de riscos consiga acompanhar. O CEO da OpenAI, Sam Altman, concordou na segunda-feira e alertou sobre perda de controle e concentração excessiva de poder. Em resposta, o CEO da CrowdStrike, George Kurtz, afirmou que o desenvolvimento continuará independentemente de decisões isoladas e que cabe à indústria de cibersegurança tornar essa evolução segura. O comentário ocorreu após o evento Fal.Con da CrowdStrike, onde a empresa lançou o Falcon Guardian, o SafeMind e um provedor de identidade para agentes, levando RBC Capital, Raymond James e Wedbush a elevarem seus preços-alvo.
No acumulado do ano, a CrowdStrike registra alta de 98%, a Palo Alto Networks avança 99% e a Zscaler cai 18%. No segundo trimestre fiscal de 2027, a CrowdStrike reportou recorde de US$ 332,8 milhões em novos contratos líquidos anualizados, com receita total crescendo 25,8% na comparação anual, para US$ 1,47 bilhão. A gestão elevou sua projeção de crescimento de novos contratos líquidos em 630 pontos-base e estabeleceu estimativa de receita anual entre US$ 5,991 bilhões e US$ 6,011 bilhões. Para o terceiro trimestre fiscal de 2027, a empresa estima faturamento de US$ 1,523 bilhão a US$ 1,529 bilhão e lucro diluído por ação não-GAAP de US$ 0,31.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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