Ação judicial do The New York Times cita mensagens internas de executivo sobre modelos da OpenAI.
Em documento judicial divulgado em 17 de setembro, o The New York Times afirmou que Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, classificou o uso de reportagens para treinar modelos de inteligência artificial como um roubo impressionante de proporções sem precedentes. Hecht também apontou a prática como possivelmente o maior roubo de trabalho da história da humanidade. Um porta-voz da Microsoft informou à AFP que a fala representa a opinião pessoal de um funcionário e não reflete a posição da empresa.
O jornal processou a OpenAI e a Microsoft há três anos em um tribunal federal de Nova York pelo uso indevido de materiais protegidos por direitos autorais para treinar o ChatGPT. Segundo o processo, a OpenAI teria extraído dados de mais de 10 milhões de artigos, sendo quase um terço do próprio The New York Times. A Microsoft fez seu primeiro investimento na OpenAI em 2019. A ação também conta com a adesão de veículos como a Ziff Davis, dona do CNET, a controladora da Mother Jones, o The Intercept e jornais locais dos Estados Unidos.
A Microsoft e a OpenAI sustentam que o uso de matérias jornalísticas é amparado pelo princípio de uso legítimo da lei de direitos autorais dos Estados Unidos, pois o treinamento transforma o conteúdo original. No início de setembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos emitiu um parecer favorável à Microsoft e à OpenAI, mencionando o progresso científico, o crescimento econômico e a segurança nacional. Os autores pediram uma sentença sumária ao juiz federal Sidney Stein, e a decisão não é esperada antes de 2027.
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