Os cortes marcam a terceira rodada de demissões sob a gestão do CEO Josh D'Amaro.
A Walt Disney demitiu algumas centenas de funcionários em diferentes áreas da empresa, segundo informou a revista Variety na terça-feira, 29 de setembro de 2026. Os cortes atingiram principalmente os departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em divisões de negócios. As demissões foram reveladas inicialmente pelo site Deadline e confirmadas em seguida pela Variety, com base em fonte familiarizada com o assunto.
Esta é a terceira rodada de demissões da Disney em 2026 desde que Josh D'Amaro assumiu o cargo de CEO em março. Na divulgação de resultados do trimestre encerrado em junho, D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston afirmaram que a companhia avaliava medidas para conter despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos. Em carta aos acionistas publicada em 5 de agosto, os executivos indicaram que a redução de despesas visa liberar recursos para áreas de crescimento.
Em abril, a Disney eliminou cerca de 1.000 postos de trabalho em marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos e tecnologia e funções corporativas. Em julho, houve nova etapa com centenas de cortes corporativos e em unidades como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. De acordo com a Variety, a Pixar concentrou a maior parte das demissões em estúdios, enquanto a National Geographic liderou os cortes na televisão. Em agosto, a empresa ofereceu pacotes de aposentadoria antecipada a executivos com muitos anos de casa.
A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no encerramento do ano fiscal de 2025, com aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país. Em 2023, sob a liderança do então CEO Bob Iger, a empresa anunciou o corte de cerca de 7.000 empregos dentro de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões.
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