Moeda norte-americana virou após deflação do IPCA e maior cautela de investidores com o cenário político.
O dólar fechou em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,1252, no dia 11 de setembro, revertendo a trajetória de queda registrada pela manhã. A moeda brasileira começou o dia em valorização com a baixa do petróleo e dos juros norte-americanos, mas a cautela política pesou nos negócios. O economista sênior da Nomad Vitor Kayo afirmou que o noticiário político impulsionou o dólar, principalmente após a determinação judicial de investigação contra um candidato à presidência.
A sessão refletiu a divulgação de dados de inflação. No Brasil, o IPCA recuou 0,32% em agosto, registrando a primeira deflação em um ano. A queda decorreu sobretudo da conta de luz, que ficou 7,63% mais barata com o bônus de Itaipu, além da retração em passagens aéreas (-13,17%), alimentos e combustíveis. Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avaliou que o dado abre espaço para novo corte de juros na reunião do Copom.
Na renda variável, o Ibovespa fechou em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos, acompanhando a aceleração da inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O FedWatch, do CME Group, apontou 86,5% de probabilidade de alta dos juros pelo Federal Reserve para o intervalo entre 3,75% e 4% nos dias 15 e 16 de setembro, contra 13,5% de manutenção entre 3,5% e 3,75%. Em Nova York, os índices subiram: o Dow Jones teve alta de 0,98%, o S&P 500 avançou 0,86% e o Nasdaq ganhou 0,96%.
No mercado de commodities, o contrato para abril do petróleo Brent caiu 2,61%, negociado a US$ 104 por barril, após bater perto de US$ 110 na sessão, refletindo expectativas de diálogo entre chanceleres do Irã e países do Golfo Pérsico sobre a navegação no estreito de Hormuz.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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