A apuração forense investiga contratos, cargos e envolve autoridades dos EUA
A Ecopetrol realiza uma auditoria forense sobre 32 casos que incluem contratos de mais de 10 trilhões de pesos colombianos, supostos pagamentos por nomeações e propinas na concessão de contratos, segundo divulgou o jornal El Tiempo em 20 de setembro de 2026. A apuração deve durar entre quatro e oito meses.
Os resultados serão remetidos à Procuradoria-Geral da Nação da Colômbia e a órgãos judiciais e administrativos dos Estados Unidos, já que a petroleira tem ações negociadas na Bolsa de Nova York. Agências federais norte-americanas já solicitaram informações sobre parte dos processos.
Um dos focos principais atinge a Vice-Presidência de Suprimentos. Um ex-executivo da estatal afirmou que um grupo de empresas recebeu mais de 10 trilhões de pesos colombianos somando contratos da Ecopetrol e de sua subsidiária Cenit. Entre as empresas sob análise está a Conyser SAS, com 79.000 milhões de pesos colombianos em obras e infraestrutura. Na área comercial, também se investiga um suposto desembolso de quase 1.000 milhões de pesos colombianos ligado à venda de petróleo e gás.
A investigação reúne ainda ao menos 10 casos sobre direcionamento de cargos no Oleoducto de los Llanos Orientales e transações do escritório da Ecopetrol em Houston. Outros 12 casos envolvem usinas solares, custos na Cenit e o projeto Bionube, avaliado em 80 milhões de dólares e conduzido junto ao Ministério de Tecnologia da Informação e Comunicações e à Internexa.
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