A empresa apoia projeto da Terradot em 200 mil hectares de arroz no RS.
O Google fechou o maior acordo de remoção de carbono de sua história em 16 de setembro de 2026. A companhia apoia um projeto em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa é conduzida pela Terradot, empresa na qual o Google comprou uma participação em 2024.
O projeto combina a redução de metano no cultivo com a meteorização aprimorada de rochas para retirar dióxido de carbono da atmosfera. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os arrozais respondem por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano. A previsão é gerar créditos equivalentes a 1 milhão de toneladas métricas de metano que deixarão de ser emitidas até 2030.
A Terradot pretende usar a técnica de rochas para gerar outro 1 milhão de toneladas de créditos de remoção de dióxido de carbono até 2040. Segundo a Reuters, esse volume de remoção é dez vezes maior que o de projetos anteriores do tipo. A intenção de Google e Terradot é avaliar a ampliação do modelo para cerca de 1,5 milhão de hectares de arroz no Brasil e para produtores como Índia e Vietnã.
O valor financeiro do contrato não foi divulgado. Em 2024, um contrato público da Terradot para remover 90 mil toneladas apontava um custo de cerca de US$ 300 por tonelada. James Kanoff, CEO da Terradot, afirmou que o novo projeto terá custo menor que os anteriores, embora a verificação possa acrescentar mais de US$ 100 por tonelada. A Terradot planeja projetos-piloto fora do país em 2026 e expansão comercial a partir de 2028.
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