Testes da Universidade de Brighton apoiam método de extração in situ no Brasil.
A IMC Rare Earths divulgou resultados de testes metalúrgicos da Universidade de Brighton que apontaram recuperação de 73% dos elementos de terras raras totais, excluindo o cério, no projeto Itarantim, no Brasil. Os testes laboratoriais utilizaram sulfato de magnésio acidificado, superando o sulfato de amônio, que atingiu 70% de recuperação sob condições equivalentes.
O processo recuperou 71,4% de térbio e 70,5% de disprósio, minerais de alto valor para a produção de ímãs. A lixiviação em coluna gerou soluções com 4.000 a 8.000 mg/L de terras raras totais, com urânio e tório abaixo dos limites de detecção. O refino downstream recuperou até 86,6% da solução em carbonato misto, gerando depois um óxido misto com cerca de 41% de terras raras totais.
Esses resultados sustentam a avaliação da recuperação in situ, técnica que utiliza poços de injeção e extração em vez de mineração convencional a céu aberto. O modelo visa diminuir investimentos de capital, movimentação de material e barragens de rejeitos no ativo, que reúne um recurso mineral inferido de aproximadamente 1,1 bilhão de toneladas contendo neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
As próximas etapas da companhia incluem testes hidrogeológicos em campo, plantas-piloto de injeção e extração, otimização de processos e estudos de engenharia no depósito situado entre os estados da Bahia e de Minas Gerais.
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