O juiz Francis Mathew definirá as multas após duas semanas de julgamento em Santa Fé.
Um júri de Santa Fé, no Novo México, concluiu em 25 de setembro de 2026 que a Meta Platforms enganou moradores do estado sobre privacidade e compartilhamento de dados. O veredito ocorreu após duas semanas de julgamento de uma ação movida pelo procurador-geral local em 2021. O processo decorre do uso de dados de até 87 milhões de usuários do Facebook pela consultoria Cambridge Analytica na campanha presidencial de 2016 nos Estados Unidos.
Os advogados do estado sustentaram que a empresa enganou o público sobre o repasse de informações a terceiros, a gestão de desinformação e discursos de ódio, além de concessões de regras para certos perfis. A acusação destacou declarações do CEO Mark Zuckerberg e postagens em blogs oficiais. O juiz Francis Mathew definirá o valor das multas que a Meta terá de pagar.
A defesa da Meta argumentou no tribunal que as frases foram tiradas de contexto e ignoraram manifestações em que a empresa reconheceu que sua proteção à privacidade não era perfeita. A companhia negou vender informações de usuários e afirmou que não lucra com a circulação de conteúdos prejudiciais.
Essa foi a segunda decisão de um júri de Santa Fé contra a Meta em seis meses. Em março, a empresa foi condenada a pagar US$ 375 milhões em multas civis sobre proteção infantil no Facebook, Instagram e WhatsApp, além de US$ 567 milhões fixados para um fundo de saúde mental de adolescentes. A Meta fechou um acordo de até cerca de US$ 16,7 bilhões com 47 estados americanos, que incluiu US$ 459 milhões pelo caso Cambridge Analytica, mas o Novo México ficou de fora para seguir com o julgamento.
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