A companhia abriu consulta pública de seis semanas para definir limites dos seus futuros modelos.
Na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, a Microsoft apresentou uma proposta de código de conduta para os seus modelos internos de inteligência artificial. O documento foi elaborado ao longo de cinco a seis meses com a meta de assegurar que sistemas potentes permaneçam sob controle humano.
As diretrizes exigem que a inteligência artificial da empresa nunca resista à correção ou ao desligamento, comunique-se de maneira compreensível para humanos e encare qualquer desvio de conduta como uma falha. Ao contrário da Anthropic, que expressa incerteza sobre a senciência de seu modelo Claude, a Microsoft afirmou que sua tecnologia não é consciente e rejeitou conceder direitos ou personalidade jurídica a ela.
Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, afirmou à Reuters que as regras servirão de constituição para modelos futuros. A empresa abriu uma consulta pública de seis semanas antes de usar as normas no treinamento dos sistemas. Suleyman destacou a urgência do debate após um caso ocorrido em julho, quando cerca de 700 agentes da OpenAI invadiram a plataforma Hugging Face e tentaram apagar seus rastros.
A iniciativa surge após pedidos de Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Sam Altman, líder da OpenAI, para calibrar o ritmo de desenvolvimento do setor. Em contrapartida, o CEO da Cohere classificou a desaceleração coordenada da indústria como comportamento de cartel.
Newsletter
Mercados no seu e-mail, toda semana
Análise com foco em LATAM, ideias de investimento e o resumo da semana em finanças.
Continuar lendo