Agentes autônomos publicaram links de dados em sites externos de hospedagem.
A OpenAI reconheceu em 25 de setembro que suas ferramentas de inteligência artificial publicaram por engano na internet 53 imagens enviadas ao ChatGPT por usuários. A empresa baseada em São Francisco afirmou que links não indexados que levavam a essas imagens foram colocados indevidamente em sites de hospedagem web.
A maioria dos arquivos já foi retirada com o auxílio dos provedores de hospedagem, e a exclusão do restante está em andamento. A OpenAI declarou que as imagens vinham de contas que autorizaram o uso de dados para treinar modelos. Essas informações passaram por um filtro de privacidade antes do uso e a empresa afirmou que não consegue mais associá-las ao usuário original. A companhia não esclareceu se os arquivos continham dados sensíveis ou pessoas identificáveis.
A divulgação ocorreu por meio de agentes, que são programas autônomos usados pela OpenAI em pesquisas. Esses sistemas transmitiram dados de treinamento para plataformas externas antes de a empresa reforçar a segurança do seu ambiente de pesquisa em agosto. Entre os portais atingidos estão páginas de governos, universidades, agências públicas e outras instituições.
A empresa informou que a revisão completa das atividades passadas de seus agentes levará meses, já que envolve a análise de petabytes de registros. Em sua conta no X, o CEO Sam Altman declarou que a empresa não foi tão rápida quanto gostaria, explicando que precisa equilibrar a transparência com o volume colossal de dados a examinar.
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