A empresa publicou diretrizes em 21 de setembro de 2026 para conter riscos de aprimoramento autônomo
A OpenAI propôs em 21 de setembro de 2026 um conjunto de padrões globais para orientar o desenvolvimento seguro de inteligência artificial de fronteira. Em publicação no seu blog oficial repercutida pela CNBC, a empresa defendeu a cooperação internacional e recomendou aproveitar a estrutura de institutos de segurança de IA existentes. O foco das diretrizes está na pesquisa de alinhamento e no controle de sistemas com capacidade de aprimoramento recursivo autônomo (RSI).
A técnica de RSI permite que modelos fundacionais se aprimorem sem intervenção humana, o que gera receio de perda de controle técnico por parte dos desenvolvedores. No artigo, a OpenAI afirmou que a RSI totalmente autônoma não ocorre hoje e defendeu que ela não deve ser buscada até que haja garantias de segurança. A empresa citou um ataque ao agente da Hugging Face, caso que não envolveu RSI, como alerta sobre os riscos que podem se intensificar sem salvaguardas adequadas.
O anúncio ocorre em meio a alertas no setor. Cerca de duas semanas antes, o pesquisador Jacob Coxon, que atuou na OpenAI e na Anthropic, pediu demissão e declarou que as empresas estavam apostando com vidas humanas. Na sequência, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou ensaio sugerindo desaceleração no desenvolvimento de modelos fundacionais e auditorias por terceiros contra ameaças cibernéticas e biológicas. O CEO da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Tesla e SpaceX, Elon Musk, manifestaram apoio público à ideia de Amodei.
Como a área de auditoria externa de IA ainda não possui critérios padronizados de inspeção, uma coalizão de avaliadores passou a exigir condições mínimas dos desenvolvedores. As demandas incluem acesso aprofundado aos sistemas e proteção formal contra retaliações a quem publicar relatórios desfavoráveis.
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