Companhia recebe aprovação do RIGI para erguer polo de ureia e amônia em Bahía Blanca.
A Pampa Energía recebeu aprovação do governo argentino para aderir ao Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI). A medida foi formalizada pela Resolução 1468/2026 do Ministério da Economia, publicada em 7 de setembro de 2026 no Diário Oficial. Por meio de sua subsidiária Fértil Pampa, a empresa tocará o Projeto Fertilizantes com investimento previsto de US$ 2,693 bilhões.
O complexo ocupará cerca de 80 hectares no Porto de Ingeniero White, em Bahía Blanca, na província de Buenos Aires. O projeto prevê duas unidades de ureia com capacidade de 6.000 toneladas diárias e uma fábrica de amônia de 3.450 toneladas diárias. Por ano, o volume somará cerca de 2,2 milhões de toneladas de ureia granulada e 1,2 milhão de toneladas de amônia, utilizando gás de Vaca Muerta. O objetivo é exportar cerca de 60% da produção, com foco no mercado brasileiro, e substituir importações no mercado interno.
O empreendimento marca a entrada da Pampa Energía no agronegócio para disputar espaço direto com a Profertil, controlada pela Adecoagro desde o ano passado. A Profertil tem capacidade anual de 1,3 milhão de toneladas de ureia granulada e 790.000 toneladas de amônia em Bahía Blanca, atendendo a 60% do mercado local e estudando uma nova fábrica. A construção das instalações da Fértil Pampa ficará sob responsabilidade de Tecnimont e SACDE.
A primeira fase começou em 17 de julho deste ano e irá até 31 de dezembro de 2027, demandando US$ 1,105 bilhão em engenharia e aquisição de maquinário. A segunda etapa decorrerá de 1 de janeiro de 2028 a 16 de dezembro de 2029, com US$ 1,588 bilhão para montagem, testes operacionais e partida das plantas. Liderada por Marcelo Mindlin, a companhia é a terceira maior produtora de gás em Vaca Muerta. Em março de 2026, a empresa já havia solicitado adesão ao RIGI para um aporte de US$ 4,500 bilhões em shale oil em Rincón de Aranda, Neuquén.
Conforme números do INDEC, a Argentina importou 4,1 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, salto de 28% em relação a 2024 e o segundo maior patamar do século. Os nitrogenados foram o principal item comprado do exterior, com a ureia somando 2,10 milhões de toneladas, ou 52% do total.
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