A disparada do petróleo Brent e o avanço da produção em agosto levaram a estatal ao maior patamar de mercado da história.
A Petrobras alcançou o maior valor de mercado da sua história na sessão de terça-feira, 15 de setembro. A estatal atingiu R$ 692,35 bilhões durante o pregão e liderou os ganhos do Ibovespa. As ações ordinárias (PETR3) saltaram 3,63%, negociadas a R$ 56,23, enquanto os papéis preferenciais (PETR4) avançaram 3,09%, cotados a R$ 50,43.
A alta acompanhou o salto do contrato futuro do petróleo Brent para novembro, que subiu 2,90%, a US$ 108,75 o barril, na ICE em Londres. O mercado reagiu à suspensão de carregamento de petróleo no porto de Yanbu e ao fechamento de um oleoduto pela Arábia Saudita, em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio.
A produção interna também impulsionou os negócios. Dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostraram que a Petrobras produziu 2,92 milhões de barris de petróleo por dia em agosto, uma alta de 4% em relação a julho. O resultado refletiu o avanço de 5% no campo de Búzios e a recuperação operacional em Itapu e Marlim, ritmo que coloca a empresa a caminho de superar a projeção de parte do mercado para 2027, estimada em 2,77 milhões de barris diários.
O analista Vicente Falanga, do Bradesco BBI, avaliou os números preliminares de forma positiva. Ele apontou que os dados reforçam a expectativa de crescimento da produção da estatal, mantendo a Petrobras entre as principais apostas do banco no setor de óleo e gás devido à execução operacional e ao potencial de expansão.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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