Os contratos vinculados envolvem compra de gás bruto e venda de produto processado de 2027 a 2029.
A Petrobras e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) firmaram dois contratos vinculados para viabilizar a comercialização do gás natural da União produzido no pré-sal da Bacia de Santos. O acordo foi assinado em 10 de setembro de 2026 e informado ao mercado pela estatal em 21 de setembro de 2026. A operação utiliza o Modelo de Agente Comercializador e vigorará entre 2027 e 2029.
No primeiro contrato, avaliado em R$ 1,2 bilhão, a Petrobras comprará da PPSA gás natural não processado na saída das plataformas nos campos de Tupi, Sapinhoá, Búzios, Sépia, Atapu e Itapu. O volume anual ficará entre 584 milhões e 1,058 bilhão de metros cúbicos, com preço indexado ao petróleo Brent. O contrato começará a valer em 1º de janeiro de 2027, com término previsto para 31 de dezembro de 2029, e a PPSA poderá encerrá-lo mediante aviso prévio sem multas.
No segundo contrato, de R$ 1,7 bilhão, a Petrobras venderá à PPSA gás natural processado na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Rio de Janeiro. A entrega diária prevista é de 1,1 milhão a 1,8 milhão de metros cúbicos entre 1º de março de 2027 e o fim de 2029, com preço atrelado ao Henry Hub somado a uma parcela fixa. Por serem contratos ofertados conjuntamente, a rescisão da compra de gás bruto acarreta o encerramento automático da venda de gás processado.
A formalização ocorre após o Conselho Nacional de Política Energética aprovar resolução que reestrutura a comercialização do gás da União e autoriza leilões pela PPSA. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova regulação pode diminuir em mais de 50% o custo do produto, com meta de alcançar cerca de 5 dólares por milhão de BTU para a indústria. A Petrobras informou que os preços seguiram estudos da sua área de Inteligência de Mercado e Energia.
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