O Departamento de Justiça pediu informações adicionais sobre o acordo de 22 bilhões de dólares.
A Roku recebeu pedidos de informações adicionais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 8 de setembro, no âmbito da sua aquisição pela Fox Corp por 22 bilhões de dólares. As duas companhias informaram em documentos enviados à Securities and Exchange Commission em 9 de setembro que já esperavam essa etapa e que vão colaborar com os reguladores.
A Fox anunciou em junho os planos para comprar a fabricante de aparelhos e operadora de streaming sediada em San José. O negócio dará à Fox acesso aos 100 milhões de lares que utilizam a Roku. Ambas as empresas preveem concluir a fusão no primeiro semestre de 2027, dependendo do aval de acionistas e órgãos reguladores.
A medida das autoridades coincidiu com críticas públicas do presidente Donald Trump à Fox após o desligamento da apresentadora Maria Bartiromo. O procurador-geral adjunto Stanley Woodward disse que o órgão não comenta processos em andamento, mas afirmou que o departamento prioriza preços acessíveis em toda a economia.
Especialistas jurídicos indicaram que pedidos complementares de dados são comuns em grandes operações de mídia e não significam necessariamente um veto. Analistas apontam que a Roku e a Fox possuem negócios complementares e não dominam o mercado de streaming.
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