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Telebras planeja contratar o satélite SGDC-2 em 2027

Construção deve começar entre 2028 e 2029 para assegurar a posição orbital de 57º Oeste

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

A estatal Telebras detalhou nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, o cronograma para contratação do novo satélite geoestacionário SGDC-2 durante o Congresso Latinoamericano de Satélites, no Rio de Janeiro. A estatal prevê lançar a solicitação de propostas e assinar o contrato ao longo de 2027, com o início da fabricação estimado entre 2028 e 2029. A empresa encerrou na mesma data a primeira solicitação de informações (RFI) com o mercado.

O presidente da companhia, Hermano Albuquerque, explicou que a fabricação do equipamento deve levar entre três e quatro anos, além de um a um ano e meio para os preparativos de lançamento e inserção em órbita. A Telebras projeta cerca de cinco anos para colocar o satélite em operação na posição orbital de 57º Oeste, reservada ao Brasil e atualmente sem uso.

No mesmo evento, o brigadeiro do ar Sandro Bernardon, chefe do Centro de Operações Espaciais e da Subchefia de Operações Espaciais, destacou que o registro internacional civil da Telebras para a posição de 57º Oeste vence em 2030, enquanto um registro militar expira em 2031. Bernardon alertou sobre o risco de perder a posição sobre o território, e Albuquerque afirmou que a decisão precisa ser tomada em 2026 para manter o cronograma.

Hoje a estatal opera o satélite SGDC-1 na posição 75º Oeste, com vida útil restante estimada entre cinco e sete anos, até aproximadamente 2035. O SGDC-2 assumirá serviços civis e comunicações de defesa. Albuquerque informou também que um decreto de governança do projeto, alinhado com o Ministério das Comunicações e a Casa Civil, será publicado em breve para atender a exigências do Tribunal de Contas da União (TCU).

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