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Tesla recebe pedido de 50 caminhões Semi da IMC Logistics

A transportadora utilizará modelos de alcance padrão e longo alcance na Califórnia.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

A IMC Logistics vai incorporar 50 caminhões Tesla Semi à sua frota na Califórnia, segundo comunicado divulgado pela operadora de transporte intermodal em 22 de setembro. A empresa planeja alocar os modelos Standard Range em operações portuárias e as versões Long Range em rotas entre o sul da Califórnia e destinos no interior. A companhia não revelou a divisão exata entre os modelos nem o prazo para a entrada em serviço de todos os 50 veículos.

Jim Gillis, presidente para a região do Pacífico na IMC Logistics, afirmou que a adição dos 50 Tesla Semi fortalece a estratégia de sustentabilidade da companhia e permite estruturar um serviço de emissão zero em rotas de longa distância.

De acordo com as especificações da Tesla, o Semi Standard Range possui autonomia de 325 milhas, enquanto a versão Long Range atinge 500 milhas com carga total de 82.000 libras. A fábrica da montadora em Sparks, no estado de Nevada, ocupa 1,7 milhão de pés quadrados e foi projetada para produzir 50.000 caminhões por ano. Entregas inaugurais do modelo atenderam clientes como DHL, PepsiCo e US Foods.

A encomenda se soma a outros contratos de grande porte para o caminhão da Tesla. Em maio, a WattEV encomendou 370 Tesla Semis para operar a partir de pontos de recarga no Porto de Oakland e em Fresno, com as primeiras 50 unidades previstas para 2026 e a entrega total até o final de 2027. Em setembro, a Tesla também foi escolhida como fornecedora principal em um pedido de 2.500 caminhões elétricos da aliança ZET SCALE, que reúne embarcadores como Microsoft e PepsiCo, tendo Los Angeles entre seus primeiros 10 polos logísticos.

Os novos caminhões elétricos integrarão uma frota diversificada, alinhada à meta da IMC de substituir todos os seus cavalos mecânicos a diesel na Califórnia até 2028. Em março de 2024, a transportadora adquiriu 50 caminhões a célula de combustível de hidrogênio da Nikola e já operava modelos elétricos da Volvo. Após a Nikola pedir recuperação judicial sob o Capítulo 11 em fevereiro de 2025, Gillis informou que 40 dessas unidades continuavam em operação no fim de junho daquele ano, mesmo com o custo do hidrogênio subindo de US$ 7,50 para US$ 29 por quilo.

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