A empresa de publicidade digital enfrenta desaceleração de receitas e prevê despesas de reestruturação de até US$ 51 milhões.
A The Trade Desk anunciou em 9 de setembro de 2026 planos para cortar até 15% do seu quadro de funcionários como parte de uma reestruturação organizacional que ocorrerá no atual trimestre. As despesas relacionadas a essa medida devem ficar entre US$ 39 milhões e US$ 51 milhões, compensadas parcialmente por uma redução de US$ 4 milhões a US$ 5 milhões em remuneração baseada em ações. As ações da companhia recuaram 4,4% na sessão de sexta-feira, ampliando a perda acumulada no ano para 62%, com o valor de mercado caindo para US$ 6,8 bilhões.
A reorganização acontece após resultados fracos no segundo trimestre de 2026. A receita no período cresceu apenas 3% em base anual, atingindo US$ 715 milhões, enquanto o lucro por ação diminuiu para US$ 0,14, comparado aos US$ 0,18 registrados um ano antes. Para o terceiro trimestre, a empresa projetou receitas de cerca de US$ 650 milhões, o que indica uma queda anual de 12%. Em 2025, o faturamento da plataforma havia avançado 18%, somando aproximadamente US$ 3 bilhões, com taxa de retenção de clientes acima de 95% na última década.
Apesar do ritmo menor de vendas, o fluxo de caixa das atividades operacionais nos seis meses encerrados em 30 de junho de 2026 somou US$ 545,4 milhões, alta de 19,5% na comparação anual. A The Trade Desk encerrou o trimestre com caixa de US$ 1,1 bilhão diante de uma dívida de curto prazo de US$ 80,9 milhões. Mais cedo neste ano, o CEO Jeff Green comprou 6 milhões de ações por cerca de US$ 148 milhões. A empresa segue focada na ferramenta Kokai, atualizada em agosto de 2026 com o Kokai Zuma, que reduziu o custo por aquisição em 32% em média em 62 campanhas, e na tecnologia de identificação UID2.
Entre os 38 analistas que cobrem o ativo, a recomendação média é de manutenção. São três avaliações de compra forte, uma de compra moderada, 26 de manutenção, uma de venda moderada e sete de venda forte. O preço-alvo médio de US$ 15,05 representa um potencial de valorização de 4,3% em relação às cotações atuais.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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