Procuradoria pede auditoria independente e bloqueio de R$ 200 milhões da mineradora.
A Vale é alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) na quarta-feira, 9 de setembro. A ação também inclui a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o governo de Minas Gerais pelos danos ambientais provocados pelo extravasamento de água e sedimentos na mina de Viga, em Congonhas (MG), ocorrido em janeiro de 2026.
O MPF solicitou o bloqueio de R$ 200 milhões da Vale para garantir a reparação ambiental e a suspensão da transferência de direitos minerários. A procuradoria também exige a contratação de uma auditoria técnica independente, custeada pela mineradora e sem conflito de interesses, para monitorar a segurança operacional e ambiental.
Um evento que provocou o extravasamento de estruturas da mina e o transporte de sedimentos para os cursos de água exige o acompanhamento por auditoria técnica independente, para avaliar a segurança das medidas adotadas e a adaptação das instalações a chuvas intensas.
Após o incidente, a ANM determinou a interdição total da mina ao constatar infraestrutura comprometida e ausência de comprovação de segurança. O MPF destacou que realizou reuniões prévias com a Vale e órgãos ambientais para buscar um acordo consensual, mas a mineradora não assinou o documento.
Em nota, a Vale afirmou que até o momento não foi informada sobre a ação. A mineradora ressaltou que, mesmo após o acordo assinado em agosto com o MP-MG e o governo estadual, segue empenhada em negociações com o MPF para uma solução extrajudicial e adota as medidas cabíveis para recuperar o local.
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