Waymo, da Alphabet, capta empréstimo de US$ 5 bilhões
Blackstone e PIMCO lideram a primeira captação via dívida da controlada.
A Waymo, subsidiária de direção autônoma da
Alphabet, fechou em 8 de outubro de 2026 um empréstimo de US$ 5 bilhões com um consórcio de grandes credores. A transação representa a primeira captação de dívida da empresa. Entre os credores estão PIMCO, Blackstone, Sixth Street, Capital Group, Loomis Sayles, T. Rowe Price, Apollo, Blue Owl, Diameter Capital Partners, Franklin Templeton, Fidelity Management & Research Company, HPS Investment Partners e Oaktree. O Goldman Sachs atuou como coordenador líder exclusivo.
O financiamento vai apoiar a expansão comercial da Waymo em suas praças atuais e a entrada em novos mercados nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. Um porta-voz da Waymo afirmou por e-mail que o endividamento confere flexibilidade financeira para fortalecer o balanço patrimonial e capturar oportunidades comerciais. A empresa opera hoje em 15 mercados, incluindo Los Angeles, San Francisco, San Diego, Austin, Dallas, Houston, Miami, Orlando, Tampa e Phoenix, cidade onde iniciou o serviço em 2016. Em agosto de 2023, obteve a permissão definitiva para cobrar por viagens na Califórnia, e atualmente realiza testes em Londres e Tóquio.
Antes dessa captação via dívida, a Waymo dependia de aportes de capital externo e do suporte da Alphabet, que continua como acionista controladora. Em fevereiro, a empresa levantou US$ 16 bilhões em uma rodada de ações liderada por Dragoneer Investment Group, DST Global e Sequoia Capital, o que elevou sua avaliação para US$ 126 bilhões. Antes disso, havia captado US$ 5,6 bilhões em uma Série C em 2024, US$ 2,5 bilhões em 2021 e US$ 3,2 bilhões em 2020.
O crescimento da frota também ampliou a fiscalização de órgãos reguladores nos Estados Unidos. A Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário abriu apurações sobre condução irregular próxima a ônibus escolares e sobre o atropelamento de uma criança a cerca de 6 mph, que teve ferimentos leves. No início do ano, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes também abriu uma investigação própria sobre ultrapassagens irregulares de ônibus escolares parados em pelo menos dois estados.
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