A fabricante chinesa busca ampliar receitas além da parceria mantida com a Volkswagen.
A fabricante chinesa de veículos elétricos XPeng planeja oferecer suas soluções tecnológicas a montadoras estrangeiras além de sua parceira Volkswagen, segundo fontes informaram à Reuters em 17 de setembro de 2026. A companhia mantém conversas com parceiros em potencial, incluindo montadoras globais, desenvolvedores de software e fornecedores automotivos.
A XPeng pretende fornecer sua arquitetura elétrica e eletrônica, sistemas de cockpit, chips de inteligência artificial Turing e softwares avançados de assistência ao motorista. O plano abrange também licenciamento e customização para robotáxis, robótica e outras aplicações de IA física. Há cerca de seis meses, a empresa criou uma equipe de comercialização estratégica para estruturar novos acordos comerciais baseados no aprendizado com a Volkswagen.
A Volkswagen comprou uma fatia de 4,99% na XPeng por cerca de US$ 700 milhões em julho de 2023. O primeiro veículo desenvolvido em conjunto, o SUV elétrico ID.UNYX 08, entrou em produção em massa em março de 2026. No segundo trimestre, a XPeng continuou com prejuízo e a margem de lucro em veículos caiu para 12,1%, ante 14,3%. Por outro lado, as receitas de serviços quase dobraram, elevando a margem da divisão para 75,1%, contra 53,6% no ano anterior, impulsionadas pelo desenvolvimento técnico prestado à montadora alemã.
O CEO He Xiaopeng afirmou que robôs humanoides podem alcançar margens de lucro bem maiores que as de veículos. O robô humanoide IRON saiu da linha de produção no início deste mês, com meta de produção em massa até o fim do ano e entregas comerciais a partir de 2027. Além disso, as vendas acumuladas da XPeng no exterior superaram 100 mil unidades desde a chegada à Noruega em 2020, e a empresa apresentou nesta quinta-feira o SUV G9L, que será produzido pela Magna na Áustria junto aos modelos G6, G9 e P7+.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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