Bertelsmann tem exclusividade até o fim do mês para fechar a transação.
As negociações entre os grupos educacionais Yduqs e Afya estão em estágio avançado, segundo informou o Valor Econômico nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. O grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya com cerca de 65% das ações com direito a voto e 34% do capital total, tem contrato de exclusividade até o fim do mês, com chances de fechar o acordo ainda nesta semana.
O desenho da operação prevê a Afya como majoritária. A transação prevê fechar o capital da Afya na Nasdaq, mantendo a companhia combinada listada na B3. A dona da Estácio vale R$ 2,4 bilhões na B3, enquanto a Afya é avaliada em US$ 1,2 bilhão (R$ 6,5 bilhões). Embora ambas apresentem Ebitda parecido, a Afya opera com alavancagem de menos de 1 vez o Ebitda e caixa de R$ 1 bilhão, enquanto a Yduqs registrou alavancagem de 1,55 vez o Ebitda no primeiro semestre.
Segundo estimativas do Itaú BBA, a união criaria um grupo com quase 5,9 mil vagas de medicina, correspondente a 15% de participação de mercado. Cálculos do Citi projetam um potencial de sinergias de cerca de R$ 835 milhões, considerando uma redução de 10% nas despesas gerais e administrativas. As primeiras conversas ocorreram entre os CEOs das duas companhias, tendo partido de Virgílio Gibbon, CEO da Afya.
Na Yduqs, os maiores acionistas são a gestora de private equity Advent, com cerca de 15%, e a família Zaher, com aproximadamente 12%. Procuradas, as companhias mantiveram as informações divulgadas em fatos relevantes anteriores, reforçando que existem tratativas em andamento, mas sem nenhum acordo vinculante assinado.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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