A petroleira negocia contratos de até 1,5 milhão de toneladas ao ano enquanto estrutura o financiamento.
Em 14 de setembro de 2026, o presidente e CEO da YPF, Horacio Marín, anunciou na conferência Gastech, em Bangcoc, que a empresa está prestes a assinar entre dois e três contratos de venda de GNL. As negociações envolvem volumes de 0,5 a 1,5 milhão de toneladas anuais para o projeto Argentina LNG, e fontes afirmaram ao Infobae que mais de um acordo já foi fechado.
O empreendimento é conduzido com a italiana Eni e a emiratense XRG, que possuem cerca de 32% de participação cada e também serão compradoras diretas de parte da carga. A YPF detém 36% do upstream em Vaca Muerta por meio da UPCO ARLNG I S.A.U. O investimento total soma US$ 51.000 milhões, com 70% financiados via crédito internacional e 30% por aportes dos sócios. A decisão final de investimento está prevista para novembro.
A estrutura terá um gasoduto de 527 quilômetros a partir de Neuquén, um poliduto e dois navios de liquefação ancorados no golfo San Matías, em Río Negro, com capacidade inicial de 12 milhões de toneladas ao ano, expansível para 18 milhões. A companhia lançou ainda uma licitação de cerca de US$ 2.000 milhões para tubulações de gasodutos e poliduto, com resultado previsto para novembro ou começo de dezembro.
O Argentina LNG submeteu adesão ao regime de incentivos RIGI em meados de agosto e aguarda validação oficial. Para a primeira fase, avaliada em US$ 15.500 milhões, 47 bancos apresentaram ofertas de 2,4 vezes o capital solicitado, em processo coordenado por JP Morgan e Santander. A YPF estima que o projeto gerará US$ 10.000 milhões anuais em exportações a partir de 2031, dentro dos US$ 30.000 milhões previstos no total da petroleira para aquele ano.
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