Economistas alertam para o risco de recessão técnica após a maior queda mensal desde abril de 2020.
A atividade econômica da Argentina registrou uma contração de 2,9% em julho, de acordo com dados divulgados pelo instituto oficial de estatísticas Indec. O resultado representa o recuo mensal mais acentuado desde abril de 2020 e acendeu o alerta de economistas do setor privado para uma possível recessão técnica no terceiro trimestre.
Após a retração de 0,6% registrada no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, analistas calcularam que a economia precisaria crescer cerca de 6% no acumulado entre agosto e setembro para evitar dois trimestres consecutivos de queda. Se confirmada, essa será a nona recessão da economia argentina nos últimos 32 anos.
Federico Filippini, economista-chefe da Adcap, afirmou que o cenário aponta para recessão técnica apesar da boa safra agrícola e da produção em Vaca Muerta, estimando que seriam necessários crescimentos de 3% ao mês para reverter o quadro. Economistas da Empiria, Analytica, Equilibra e Fundación Libertad y Progreso também consideraram improvável evitar a queda trimestral.
O presidente Javier Milei minimizou as preocupações com a estagnação na quinta-feira, 24 de setembro, em entrevista concedida em Nova York a John Micklethwait, editor-chefe da Bloomberg News. Milei declarou que o país deve crescer cerca de 3% ou um pouco menos neste ano, com expectativa semelhante para o próximo ano.
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