Queda da mineração no norte explica retração nacional de 0,2% e deixa três regiões em recessão técnica.
O Produto Interno Bruto do Chile registrou uma contração de 0,2% no segundo trimestre, explicado por quedas na atividade em sete regiões, segundo informou o Banco Central do Chile. A macrozona norte teve a principal incidência negativa no indicador devido à menor extração de cobre. Três regiões entraram em recessão técnica ao acumularem dois trimestres consecutivos de queda, e outras três somaram três ou mais trimestres seguidos de retração.
A Região de Antofagasta teve a maior retração do país ao cair 6,3%, registrando o quarto trimestre consecutivo de baixa sob impacto da mineração de cobre e da construção civil. Arica e Parinacota recuou 4,9% e entrou em recessão técnica após cair 1,4% no primeiro trimestre, afetada pela pesca e pela construção. Tarapacá caiu 4,5% com o fraco desempenho da mineração e da construção, após subir 6,3% no trimestre anterior. Em contraste, Atacama teve a maior alta nacional, avançando 8,3% com a extração de ouro e prata.
Nas zonas centro e centro-sul, a Região Metropolitana de Santiago avançou 1,6% puxada pelo comércio e serviços pessoais, enquanto Valparaíso subiu 1,7%, Coquimbo cresceu 0,9%, Maule subiu 0,7% e Ñuble avançou 1,1%. Em contrapartida, O'Higgins recuou 4,2%, somando quatro quedas trimestrais seguidas pela mineração de cobre, e Biobío caiu 3,0% após ceder 4,6% no primeiro trimestre.
No sul, Los Ríos cresceu 1,6%, Los Lagos avançou 1,1% e La Araucanía subiu 0,7%, evitando a recessão técnica após recuar 2,6% no trimestre anterior. Na macrozona austral todas as regiões caíram: Aysén encolheu 4,2% após cair 1,7% no primeiro trimestre, entrando em recessão técnica, e Magalhães recuou 1,9%, no terceiro trimestre consecutivo de baixa, ambas pressionadas pela aquicultura e construção.
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