O vice-presidente questionou a operação que movimentou R$ 14,8 bilhões com apenas um interessado.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu na terça-feira, 22 de setembro, que a privatização da Sabesp precisa ser investigada. Em discurso realizado em São Paulo, Alckmin questionou o fato de uma das empresas mais valiosas do setor ter atraído apenas um comprador interessado durante o processo conduzido pela gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Com a privatização, o Estado de São Paulo reduziu sua fatia na companhia de 50,3% para 18,3%, movimentando R$ 14,8 bilhões. A Equatorial ingressou como investidora de referência ao adquirir 15% do capital por R$ 6,9 bilhões. As ações saíram a R$ 67, representando um desconto de 18,3% em relação ao fechamento da véspera.
A operação completou dois anos em julho, com metas de universalização fixadas para 2029. O economista Gesner Oliveira, presidente da Sabesp entre 2007 e 2011, destacou que a empresa atingiu investimentos recordes de R$ 15,2 bilhões em 2025, avanço de 120% sobre 2024. Oliveira calcula que os aportes em saneamento podem induzir cerca de R$ 330 bilhões no PIB até 2060 e gerar 4,6 milhões de empregos.
Por outro lado, o presidente do Sintaema, José Faggian, afirmou que os serviços prestados à população pioraram após a privatização, citando episódios de água suja e uma gestão com foco em resultados contábeis em detrimento da experiência técnica em saneamento.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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