Amazon abandona sigilo em licenças para data centers
Matt Garman, CEO da AWS, rebate mais de 100 moratórias nos Estados Unidos.
A Amazon Web Services deixou de exigir acordos de confidencialidade de órgãos públicos ao buscar aprovações para construir novos data centers. O CEO da unidade, Matt Garman, anunciou a decisão em uma publicação destinada a combater a desconfiança das comunidades locais em relação a essas instalações.
A confidencialidade gerou forte reação pública. A ativista ambiental Erin Brockovich apontou recentemente a falta de transparência como a maior queixa dos moradores, diante de autoridades que assinam acordos antes que a comunidade saiba das obras. Esse descontentamento levou Nova York a decretar uma moratória de um ano em licenças para grandes instalações, e Garman afirmou que mais de 100 moratórias estão em análise nos Estados Unidos.
Garman defendeu o setor ao contestar dados de impacto ambiental e de infraestrutura. Com base em um relatório da própria empresa, ele afirmou que o consumo direto de água dos data centers representa apenas 0,5% do uso industrial nos Estados Unidos. Embora um órgão regulador independente tenha associado os data centers a um salto de 76% nos preços da eletricidade na maior rede do país, o executivo argumentou que as tarifas sobem sobretudo onde a rede elétrica é antiga e recebeu poucos investimentos.
Sobre a poluição, diante de um projeto no Texas autorizado a emitir até 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, Garman declarou que os geradores de emergência ficam parados 99,9% do tempo, funcionando cerca de 10 horas anuais para manutenção. Ele acrescentou que a Amazon destinou mais de US$ 1 bilhão nos últimos três anos a comunidades norte-americanas onde mantém operações expressivas de data centers.
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