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Amazon abandona sigilo em licenças para data centers

Matt Garman, CEO da AWS, rebate mais de 100 moratórias nos Estados Unidos.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

A Amazon Web Services deixou de exigir acordos de confidencialidade de órgãos públicos ao buscar aprovações para construir novos data centers. O CEO da unidade, Matt Garman, anunciou a decisão em uma publicação destinada a combater a desconfiança das comunidades locais em relação a essas instalações.

A confidencialidade gerou forte reação pública. A ativista ambiental Erin Brockovich apontou recentemente a falta de transparência como a maior queixa dos moradores, diante de autoridades que assinam acordos antes que a comunidade saiba das obras. Esse descontentamento levou Nova York a decretar uma moratória de um ano em licenças para grandes instalações, e Garman afirmou que mais de 100 moratórias estão em análise nos Estados Unidos.

Garman defendeu o setor ao contestar dados de impacto ambiental e de infraestrutura. Com base em um relatório da própria empresa, ele afirmou que o consumo direto de água dos data centers representa apenas 0,5% do uso industrial nos Estados Unidos. Embora um órgão regulador independente tenha associado os data centers a um salto de 76% nos preços da eletricidade na maior rede do país, o executivo argumentou que as tarifas sobem sobretudo onde a rede elétrica é antiga e recebeu poucos investimentos.

Sobre a poluição, diante de um projeto no Texas autorizado a emitir até 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, Garman declarou que os geradores de emergência ficam parados 99,9% do tempo, funcionando cerca de 10 horas anuais para manutenção. Ele acrescentou que a Amazon destinou mais de US$ 1 bilhão nos últimos três anos a comunidades norte-americanas onde mantém operações expressivas de data centers.

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