Disputa testa os limites da emissão de ações em redes blockchain.
A AMC Entertainment contesta a oferta de tokens sintéticos não registrados da Robinhood que acompanham o preço das suas ações. Executivos de ambas as companhias confirmaram publicamente a disputa no início de setembro de 2026. O embate questiona se corretoras podem listar versões em blockchain de papéis cotados sem autorização da empresa emissora. A Robinhood lista tokens sintéticos de 190 companhias abertas além da AMC.
A polêmica provocou forte oscilação recente nos preços. Em 3 de setembro de 2026, o par do token da AMC na Robinhood Chain atingiu a máxima intradiária de 18,04 dólares. Em 4 de setembro de 2026, as ações da AMC subiram 21% no pré-mercado e chegaram a 3,07 dólares. Esses ganhos recuaram logo em seguida. Na manhã de 8 de setembro de 2026, os papéis da empresa caíram 5% para 2,52 dólares com a perda de fôlego do movimento inicial.
Esse conflito ocorre em meio à expansão acelerada dos ativos tokenizados. O valor de mercado global das ações tokenizadas alcançou 13,4 bilhões de dólares em 1 de setembro de 2026. No início de 2026, esse montante estava em 2,5 bilhões de dólares. No primeiro trimestre de 2026, o volume negociado à vista de ações tokenizadas somou 15,1 bilhões de dólares.
A infraestrutura desse segmento também vem se transformando. A Robinhood Europe cobra uma taxa de câmbio de 0,1% nas negociações de ações tokenizadas liquidadas em euros. Em outra frente desse mercado, a corretora de criptoativos Bullish acertou em 2026 a compra da agente de transferência Equiniti por 4,2 bilhões de dólares.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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