Receita do terceiro trimestre deve subir entre 16% e 19% mesmo com alta do querosene
Em 16 de setembro, o CEO da American Airlines, Robert Isom, afirmou em conferência do Morgan Stanley que a companhia projeta um crescimento de receita entre 16% e 19% no terceiro trimestre, em comparação anual. A demanda continua ampla nos segmentos corporativo, internacional, doméstico e em todas as classes, enquanto capacidade e custos unitários seguem dentro do previsto.
No entanto, a disparada dos combustíveis pressiona as margens. O CFO Devon May informou que o preço do combustível para o quarto trimestre subiu cerca de US$ 1 por galão nas últimas quatro semanas. Como cada oscilação de um centavo representa aproximadamente US$ 10 milhões por trimestre, a alta pode acrescentar perto de US$ 1 bilhão às despesas da etapa final do ano e forçar ajustes de voos em dezembro.
Os produtos de maior valor continuam ganhando relevância na receita. O faturamento corporativo gerenciado avançou 26% no segundo trimestre, marcando cinco períodos seguidos de expansão de dois dígitos. Atualmente, 30% dos assentos geram 50% da receita da empresa, que pretende expandir a oferta de assentos premium em cerca de 50% até o fim da década.
A companhia também registrou redução no endividamento total, que caiu do pico de US$ 54 bilhões para cerca de US$ 36 bilhões, próximo da meta de US$ 35 bilhões. No programa de fidelidade, a American espera receber cerca de US$ 8 bilhões em remuneração de cartões co-branded neste ano, com projeção de superar US$ 10 bilhões até 2030, incluindo US$ 1,5 bilhão em lucro antes de impostos pela parceria com o Citigroup.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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