Garantia de capital exigida por bondholders esbarra em análise de custos da estatal
O compromisso da Petrobras em garantir suporte a uma eventual capitalização da Braskem se tornou o principal entrave nas negociações com bondholders, segundo apurou o Pipeline em 16 de setembro de 2026. A estatal é acionista de referência da petroquímica ao lado da IG4 Capital.
A garantia de aporte de capital da estatal é uma exigência dos credores para destravar o plano de recuperação extrajudicial. Em reunião realizada em 15 de setembro de 2026 com representantes da Petrobras e dos detentores de títulos, a petrolífera informou que ainda avalia o tamanho desse suporte. A oscilação dos spreads petroquímicos, que haviam melhorado com o conflito no Irã mas voltaram a cair, dificulta o cálculo de custos e projeções.
A Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial em agosto, após fechar acordo com credores que detêm 39,6% da dívida de R$ 56,5 bilhões. A empresa tem até 9 de outubro para pactuar os principais termos comerciais, data a partir da qual credores com mais de 66% dos créditos podem rescindir o acordo, embora o prazo limite para a homologação vá até 22 de novembro.
A estrutura em discussão prevê capitalização via oferta de ações e possível conversão de dívida em capital próprio caso o aumento de capital seja insuficiente. O UBS BB calcula que a Braskem precisa abater entre US$ 6 bilhões e US$ 6,5 bilhões da sua dívida líquida atual de US$ 11 bilhões para levar a alavancagem a cerca de três vezes. Nesse desenho, o aporte da Petrobras para preservar sua participação ficaria entre R$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões.
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