ArcelorMittal projeta investir mais de R$ 10 bi no Brasil
Queda na entrada de aço chinês alivia siderúrgica e abre novo ciclo até 2030.
A ArcelorMittal projeta um novo ciclo de investimentos entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões no Brasil até 2029 e 2030. A siderúrgica havia ameaçado interromper seus aportes caso o governo não limitasse as importações de aço chinês. O cenário ganhou alívio com a previsão de recuo de 15% nas importações totais de aço no Brasil em 2026.
A participação do aço de origem chinesa nas importações brasileiras caiu para 50% nos oito primeiros meses de 2026, após ter registrado 64% em 2025. No ano anterior, as importações de aços laminados no país haviam crescido 20,5%, somando 5,7 milhões de toneladas métricas.
Em 30 de setembro de 2026, a ArcelorMittal mantinha uma carteira de projetos estratégicos em andamento de R$ 12 bilhões. O montante corresponde à etapa restante do plano plurianual de R$ 25 bilhões iniciado em 2022. Os planos para o novo ciclo incluem até R$ 5,0 bilhões na ampliação do laminador de tiras a frio de Tubarão até 2029.
A empresa também avalia um investimento de R$ 5,0 bilhões para expandir a usina de Pecém até 2029, prevendo adicionar 1,5 milhão de toneladas métricas anuais em capacidade de bobinas a quente. A ArcelorMittal Brasil possui capacidade anual instalada de 15,5 milhões de toneladas métricas e responde por 42% da produção nacional de aço bruto.
A atuação no país abrange a extração de 8 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro em Minas Gerais e a reciclagem de 3 milhões de toneladas de sucata ferrosa. Os fornos elétricos a arco movidos a sucata respondem por 75% dos aços longos produzidos. Nos oito primeiros meses de 2026, os embarques de placas somaram 1,77 milhão de toneladas métricas para os Estados Unidos e 1,04 milhão para a Europa.
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