A operadora planeja emitir títulos via Aeroporto de Cancún após utilizar US$ 1,23 bilhão de empréstimo-ponte.
O Grupo Aeroportuario del Sureste planeja lançar uma emissão de dívida em dólares por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún para refinanciar o empréstimo-ponte da compra da Companhia de Participações em Concessões, conhecida como CPC Aeroportos. A empresa, presidida por Fernando Chico Pardo, também avança na aquisição de fatias adicionais em terminais no Brasil e em Curaçao.
De acordo com a Fitch Ratings, os bônus seniores não garantidos serão emitidos sob as regras 144A e Reg S em três séries iguais, com vencimentos em cinco, sete e 10 anos, cupom fixo e amortização única no vencimento. A ASUR atuará como fiadora plena, incondicional e irrevogável. A operação refinanciará a linha ponte contratada em 14 de agosto de 2026, com compromissos iniciais de US$ 1,299 bilhão, da qual o Aeropuerto de Cancún sacou US$ 1,230 bilhão. A linha vence em 5 de novembro de 2027 e paga juros baseados na Term SOFR mais margem variável.
A Fitch Ratings atribuiu à ASUR a classificação de inadimplência de emissor de longo prazo BBB+, com perspectiva Estável, e nota esperada de BBB+(EXP) aos papéis do Aeropuerto de Cancún. A Fitch informou que os recursos líquidos também serão usados para quitar antecipadamente dívida bancária da ASUR no México, pagar passivos da CPC e de Pampulha, custear despesas e atender a fins corporativos gerais. Analistas da GBM afirmaram que a troca por títulos de taxa fixa amplia o perfil de vencimentos, diminui a exposição a taxas variáveis e preserva o balanço para novas expansões.
O refinanciamento ocorre após o Aeropuerto de Cancún concluir, em 1 de setembro de 2026, a compra de 100% da CPC Aeroportos junto à Motiva Infraestrutura de Mobilidade por cerca de 5,1 bilhões de reais, o equivalente a US$ 992,2 milhões após ajustes. A CPC administra 20 aeroportos na América Latina, sendo 17 no Brasil e um no Equador, na Costa Rica e em Curaçao, que movimentaram cerca de 48 milhões de passageiros em 2025.
A ASUR também acertou a compra da fatia de 12,75% da Zurich Airport International no aeroporto de Belo Horizonte para alcançar 51%, enquanto a Infraero exerceu direito de venda conjunta sobre seus 49%, o que levará a ASUR a 100% do capital. A operadora ainda estuda comprar os 10,2% da Zurich Airport International em Curaçao para deter 100%. Segundo analistas da GBM, essas compras somam cerca de US$ 189 milhões, com fechamento de Belo Horizonte previsto para dezembro de 2026. Os dois ativos movimentaram 15,8 milhões de passageiros em 2025, ou 22% do tráfego da ASUR. As ações da empresa caíram 0,78%, cotadas a 432,91 pesos mexicanos.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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