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Axia enfrenta impasse sobre conexão de 7 termelétricas

Origem recorre à Aneel sobre regras de acesso à rede para projetos de R$ 2,07 bilhões.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

Um impasse entre a Axia Energia e a geradora Origem Energia sobre a conexão à rede elétrica pode atrasar a entrada em operação de sete usinas termelétricas a gás natural contratadas no leilão de reserva de capacidade de 2026. A Origem levou o caso à Aneel para pedir orientação e resolver a divergência técnica.

Em documento enviado à Aneel, a Origem apontou que a Axia condiciona a análise e a aprovação técnica dos projetos à apresentação prévia do Parecer de Acesso do ONS. A geradora argumenta que a nova sistemática da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão prevê esse documento em etapa posterior. Os empreendimentos somam mais de 477 megawatts de potência injetada e R$ 2,07 bilhões em investimentos previstos, segundo dados da CCEE.

Os projetos em questão envolvem as usinas Pilar e Pilar Nova, previstas para operar em 1º de outubro de 2028, além de Manguaba I, II, III, IV e V, previstas para 1º de agosto de 2029. As instalações compartilharão uma subestação elevadora e uma linha de transmissão de cerca de 18 quilômetros, em 230 quilovolts, conectada à subestação Rio Largo II, sob gestão da Axia Energia Nordeste, a antiga Chesf.

Em nota, a Axia afirmou que atua em conformidade com a regulamentação vigente e que mantém diálogo regular com os agentes envolvidos nos processos de conexão. A transmissora informou ainda que não recebeu pedido para celebração antecipada do contrato de conexão com base exclusiva no Diagnóstico Prévio de Acesso.

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