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Morgan Stanley rebaixa Vibra para neutra após ação subir 70%

O banco elevou o preço-alvo para R$ 43, mas avalia que fundamentos já estão refletidos nas cotações.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·4 min

O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da Vibra Energia de overweight para equal-weight em 8 de outubro de 2026. O banco elevou o preço-alvo do papel para o fim de 2027 de R$ 41 para R$ 43, o que aponta potencial de valorização de cerca de 14% sobre os R$ 37,55 do fechamento anterior. O ajuste ocorreu após a ação acumular alta de aproximadamente 70% nos últimos 12 meses e 120% em 18 meses, retorno cerca de 2,8 vezes superior ao do Ibovespa.

A instituição também cortou a recomendação da Ultrapar para underweight e reduziu a visão para o setor de distribuição na América Latina para em linha. Para os analistas, as companhias estão precificadas à perfeição, já que os ganhos de eficiência ocorreram antes do esperado. Nos últimos 18 meses, distribuidores informais perderam cerca de 5,5 pontos percentuais de fatia de mercado, o que ajudou os agentes formais a elevarem margens de R$ 150 por metro cúbico para mais de R$ 200, excluindo ganhos extraordinários dos dois últimos trimestres.

O setor também operou com crack spreads do diesel elevados no exterior, com média perto de US$ 70 por barril e picos de US$ 110 por barril devido a conflitos no Oriente Médio, combinados a vendas da Petrobras abaixo da paridade de importação. Como o banco espera reajustes nos combustíveis pela Petrobras até o fim de 2026, essa arbitragem deve encolher. A projeção de lucro líquido da Vibra recuou de R$ 8,08 bilhões em 2026 para R$ 5,01 bilhões em 2027, uma contração de 34% no lucro por ação.

Apesar do recuo no lucro de curto prazo, o Morgan Stanley elevou as estimativas de Ebitda da Vibra em cerca de 12% para 2026 e 2027, projetando margens estruturais de R$ 230 a R$ 240 por metro cúbico e retorno sobre capital investido entre 22% e 23% até o fim da década. O banco definiu preço-alvo de R$ 50 no cenário otimista e de R$ 28 no pessimista, recomendando cautela na busca por um ponto de entrada mais favorável.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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