Gestora espanhola diz que só pretende vender quando o mercado reconhecer o valor da operadora de shoppings.
A gestora espanhola Azvalor alcançou cerca de 4,5% do capital social da Iguatemi por meio de seu fundo de ações globais, segundo comunicados divulgados na sexta-feira (18). A casa de Madri, que administra cerca de 5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 29 bilhões), afirmou que só pretende sair quando a bolsa reconhecer que os shoppings da operadora valem mais do que os R$ 7,6 bilhões avaliados na B3.
A Azvalor reúne 8,28% das ações preferenciais e 2,34% das ordinárias, fatia que equivale a 4,48% do capital total, segundo dados da B3. As compras começaram há pouco mais de um ano. A casa informou que não pretende pleitear assento no conselho nem alterar o controle societário, exercido pela família Jereissati. A americana BlackRock também elevou sua participação para 5% das ações preferenciais, ou 1,81% do capital.
A Iguatemi tem participação em 17 shoppings e administra outlets no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No primeiro semestre, as vendas de seu portfólio somaram R$ 12,3 bilhões, com avanço de 8,2%. De acordo com relatório do BTG Pactual, o presidente do conselho, Pedro Jereissati, afirmou que a empresa vê oportunidade de ampliar dividendos e recompras de ações nos próximos anos com a conclusão de seu ciclo de investimentos.
Cotada a R$ 26,72 ao meio-dia desta terça-feira (22), a unit da Iguatemi acumula alta de 5,5% em 2026, ante 15,9% do Ibovespa, abaixo da máxima de R$ 30,43 registrada em abril. O Bank of America reduziu seu preço-alvo para R$ 30 em 18 de agosto, com recomendação neutra. Já o J.P. Morgan tem recomendação equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 36 para dezembro de 2026.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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