Controladora CAP oferece compra de ações a 62,75 pesos chilenos para retirar a subsidiária da bolsa.
A assembleia extraordinária de acionistas da Cintac aprovou solicitar o cancelamento do registro de suas ações, transformando a empresa em sociedade fechada. A proposta foi apresentada no início do mês pelo grupo CAP, controlador que detém 77,87% do capital da distribuidora de produtos siderúrgicos.
A Cintac argumentou que manter o registro em bolsa custa ao menos US$ 1 milhão por ano e que registrou menos de 2 mil acionistas nos últimos doze meses. O gerente-geral da Cintac, Vicente Smith, destacou que a reestruturação busca simplificar a gestão para focar recursos na operação industrial e modular. O pedido formal será enviado à Comisión para el Mercado Financiero chilena, e a companhia permanecerá aberta até o término do processo.
No primeiro semestre de 2026, a receita consolidada da Cintac somou US$ 176 milhões, alta de 2,7% na comparação anual. Por outro lado, o prejuízo líquido do semestre atingiu US$ 19 milhões, acima das perdas de US$ 8 milhões registradas em igual intervalo de 2025. A companhia conta com uma linha de crédito de US$ 30 milhões concedida pela CAP e segue vendendo ativos não essenciais no Chile e no Peru.
Além do direito legal de recesso, a CAP ofereceu duas alternativas de saída bancadas com recursos próprios. A primeira consiste em uma ordem de compra via BTG Pactual Chile na Bolsa de Santiago de até 126.771.573 ações a 62,75 pesos chilenos por papel. A segunda envolve uma opção de venda para os minoritários vinculada a uma opção de compra em favor da CAP a 80 pesos chilenos por ação, o que representa um prêmio de aproximadamente 70% sobre o fechamento de segunda-feira, 21 de setembro.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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