O sindicato rejeitou a proposta de 36 meses antes de votação no fim de setembro.
A Minera Escondida, controlada pela BHP Group Limited, apresentou na terça-feira, 22 de setembro, sua última proposta contratual ao Sindicato N°2 de Supervisores e Staff. A oferta estabelece vigência de 36 meses e inclui 23,5 milhões de pesos chilenos líquidos em condições de encerramento, montante que reúne bônus de negociação.
A empresa também propôs reajustes de benefícios, como alta de 33% no auxílio de transporte para funcionários fora de Antofagasta, chegando a 300 mil pesos chilenos líquidos por mês. O pacote traz aumento de 32% para exames em dias de folga, 16% no vale-refeição, 53% no adicional noturno, elevações de 10% a 35% para substituições de cargos e reajustes semestrais pela inflação.
A mineradora afirmou que a oferta foi elaborada diante de níveis menores de produção, custos pressionados e investimentos contínuos para manter a capacidade produtiva futura. As operações da jazida seguem em funcionamento normal.
A liderança sindical avaliou a oferta como insuficiente e criticou cláusulas de multifuncionalidade e jornadas 14x14. Alexis Barra, presidente do Sindicato N°2, pontuou que a Escondida teve lucro de US$ 6.732 milhões no último ano fiscal, enquanto as reivindicações da categoria somam US$ 69,5 milhões com bônus de 30 milhões de pesos chilenos por associado. A votação ocorrerá nos dias 28, 29 e 30 de setembro.
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