A empresa projeta cortes de capital de US$ 3,6 bilhões para instalações de 1 GW.
A Bloom Energy apresentou em 16 de setembro uma nova arquitetura de células de combustível nativas em corrente contínua de 800V, voltada para data centers de inteligência artificial. As células de óxido sólido produzem corrente contínua nativamente, evitando a geração de corrente alternada e sua posterior conversão. A estrutura dispensa transformadores e painéis de distribuição, o que reduz as perdas de energia.
De acordo com cálculos da própria empresa, a tecnologia pode diminuir os investimentos de capital fora de computação em US$ 3,6 bilhões, ou 27%, para um data center de 1 GW em comparação com a infraestrutura tradicional de corrente alternada. A Bloom também projetou uma redução de US$ 5,5 bilhões, ou 9%, no custo total de propriedade em cinco anos. A companhia ressaltou que a economia real dependerá de custos de equipamentos, tarifas de energia e decisões dos clientes.
A Bloom mencionou a adoção planejada da arquitetura de 800V em corrente contínua pela Nvidia nos sistemas Rubin Ultra e Kyber. Em seu relatório setorial de meados de 2026, a empresa afirmou que líderes de data centers esperam que projetos em corrente contínua respondam por 58% das novas instalações até 2030.
A novidade acompanha resultados financeiros em alta. No segundo trimestre de 2026, a receita da Bloom saltou mais de 165% na comparação anual, ultrapassando US$ 1 bilhão. Para o ano fechado, a projeção de receita subiu para o intervalo entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,2 bilhões, o que representa alta de 100% no ponto médio. A meta anterior apontava para crescimento de 80%, após previsão inicial de 60%. A faixa para o lucro ajustado por ação passou de US$ 1,85 a US$ 2,25 para US$ 2,55 a US$ 2,85.
As ações da Bloom Energy acumulam alta de quase 170% desde o início de 2026. A empresa tem como principais riscos a adoção comercial da tecnologia em larga escala e a sustentabilidade da demanda por energia no segmento de inteligência artificial.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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