Kelly Ortberg cita gargalos nas asas do 737 e revisa expectativa de fluxo de caixa.
As ações da Boeing caíram 6% na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, após a apresentação do presidente e CEO, Kelly Ortberg, na Morgan Stanley Laguna Conference. O executivo apontou diversos desafios operacionais para a fabricante aeroespacial, incluindo gargalos na fábrica e projeções de fluxo de caixa mais contidas.
Ortberg afirmou que a Boeing ainda não atingiu estabilidade na meta de produzir 47 aeronaves por mês no programa 737, já que a fabricação de asas restringe a aceleração do ritmo. Diante dos entraves nas entregas, a empresa considera menos provável gerar um fluxo de caixa livre acima de US$ 2 bilhões, embora mantenha a projeção anual de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões. Os estoques devem se alinhar à produção no ritmo de 52 unidades por mês, apoiados por uma nova linha em Everett.
Em relação aos modelos comerciais, Ortberg informou que a certificação do 737 MAX 10 deve sair muito em breve após a conclusão de todos os testes de voo. Essa versão responde por cerca de 30% da carteira de pedidos do 737. Já os testes de certificação do 777X devem se estender até 2027, com entregas mantidas para esse mesmo ano enquanto a empresa negocia contratos com companhias aéreas. Ortberg também mencionou um aumento nos pedidos provenientes da China.
O executivo também alertou para o risco de encargos financeiros em programas de defesa e atrasos na entrega de motores para o 787. Na área trabalhista, a Boeing prepara planos de contingência e busca evitar uma greve com o sindicato SPEEA durante as negociações de contrato, ressaltando que uma paralisação suspenderia o programa de certificação do 777X.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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