Braskem pede extensão de prazo a bondholders após eleições
A petroquímica busca reestruturar US$ 11 bilhões em dívidas antes de 9 de outubro.
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Braskem vai pedir uma extensão de prazo aos bondholders para negociar os termos de seu plano de recuperação extrajudicial, segundo reportou o Pipeline em 6 de outubro de 2026. A petroquímica quer adiar as tratativas para depois do segundo turno da eleição presidencial para entender o cenário do próximo governo e a situação da Petrobras.
A empresa tem até 22 de novembro para aprovar o plano, mas os credores com mais de 66% dos créditos podem rescindir o acordo a partir de 9 de outubro. A Braskem planeja enviar nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, uma nova proposta para a reestruturação da dívida de US$ 11 bilhões.
Fontes envolvidas na negociação avaliam que uma vitória de Flávio Bolsonaro dificulta um aporte da Petrobras na petroquímica. O candidato do PL defende privatizações, o que traz incertezas sobre o futuro da estatal.
Os credores externos pediram um aporte de US$ 3 bilhões da Petrobras caso a petroquímica não atingisse metas financeiras em dois anos, exigência que foi rejeitada pela companhia. A Petrobras deve sinalizar que aceita participar de uma capitalização a mercado após cinco anos para evitar diluição. Depois da rejeição inicial ao corte de juros, a Braskem aceita manter as taxas e incluir um mecanismo de cash sweep para direcionar caixa excedente aos credores.
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